O crescimento do varejo de moda tem levado fabricantes e lojistas a repensar
seus sistemas de logística. “Todas as atividades relacionadas a satisfazer
os consumidores fazem parte do foco do varejo. Será que isso se resume
apenas a desenvolver o produto, comprar e vender? Por que muitas vezes a
logística (cadeia de abastecimento como um todo) não é
vista como parte fundamental para satisfazer as necessidades dos consumidores?”,
pergunta Marcelo Flório, CEO da Log Fashion, operadora especializada
em logística têxtil.
Segundo ele, se a logística não for eficiente, o produto não
estará disponível no momento em que o consumidor estiver realizando
o processo de compra. “Uma das questões que mais causa insatisfação
ao consumidor é a ruptura de produtos nas araras e nas prateleiras,
ainda mais quando se trata de vestuário, anunciados na mídia
ou expostos na vitrine”, diz.
Analisando a possibilidade de se terceirizar alguma atividade na empresa,
é muito comum que se decida por aquelas que não estão
relacionadas ao core business. “Ter a gestão eficiente de toda a cadeia,
desde a produção das peças até o abastecimento
correto das lojas ou a execução da logística reversa
de produtos e insumos, atrelados às particularidades dos centros de
consumo, faz parte do foco principal do varejo de moda”, analisa Flório.
Portanto, a logística também é estratégica e
muitos pequenos e médios varejistas ainda não consideram a
possibilidade de contar com um parceiro para esta atividade. Segundo Flório,
o principal motivo é que, no Brasil, existem poucos operadores logísticos
habilitados a trabalhar com os requerimentos que uma operação
de varejo de moda necessita. “A complexidade da operação, o
tamanho e heterogeneidade do sortimento de produtos e suas grades, a necessidade
de respostas rápidas, a diversidade do consumidor nas várias
regiões do país, a garantia do sigilo das coleções,
e todas as demais particularidades do varejo contribuem para que ainda seja
muito difícil encontrar empresas capacitadas a operar com uma relação
custo-benefício satisfatória”, acrescenta.
Um fator importante a ser considerado é o custo da operação
terceirizada, comparado à operação própria. “O
que geralmente acontece é que, como as premissas operacionais do varejo
de moda são muito específicas, o operador logístico
acaba montando uma operação para atender suas necessidades,
mas não consegue compartilhá-la com mais nenhum outro cliente.
Estrutura dedicada, custos dedicados induz à idéia de que seja
mais caro terceirizar a operação do que fazê-la por conta
própria.”
Isto não reflete mais a realidade. “Foi com este enfoque que criamos
a Log Fashion, operadora especializada no segmento de moda e que consegue,
fazendo várias operações similares, otimizar custos
para os clientes, conciliando o “know how” que o segmento exige com o compartilhamento
dos custos, trazendo, além de eficiência, um melhor custo operacional.
“O que percebemos no mercado de moda brasileiro é um amadurecimento
das empresas, por conta das fusões/aquisições e a contratação
de profissionais de logística vindos de outros segmentos, fazendo
com que a questão da terceirização da logística
esteja sendo analisada estrategicamente, diretamente ligada ao resultado
das empresas”, conclui.
Fonte: Varejista
Tags: Moda, Logística